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Joana Vasconcelos faz a festa no Guggenheim Bilbao

“I’m your mirror” cria um verdadeiro festim para o olhar numa exposição com uma forte carga política, a partir de hoje num museu onde nunca expusera qualquer artista português. A exposição será apresentada a partir de janeiro no Museu de Serralves

ala-se de espelhos, e de máscaras. E das muitas máscaras contidas no modo como se constrói a vida de todos os dias. Não apenas em Portugal. Não apenas na Europa. Mas no mundo todo, porque o discurso de Joana Vasconcelos é cada vez mais universal. Essa a conclusão maior após uma primeira visita à grande exposição patente a partir de hoje no Museu Guggenheim de Bilbao. São trinta obras, algumas delas concebidas de propósito para os espaços do museu e outras, apesar de já não inéditas, constroem uma nova identidade ao serem postas em confronto com algumas das obras originais, como “Máscara”.

Imagine-se uma máscara como as utilizadas no carnaval ou nos bailes de Veneza, por exemplo. Agora imagine-se um objeto como aquele, mas com mais de seis metros de largura e mais de três metros de altura. A escala transforma. A escala cria um outro discurso. Por fim visione-se a máscara, mas construída toda ela de espelhos com molduras barrocas. Inspirado numa canção dos “Velvet Underground”, “I’m your mirror” não é o excesso, é um desafio a cada um, ao entrar na máscara, deixar-se ver ao espelho.

Para Joana Vasconcelos, esta é a obra que reflete todas as suas outras obras. No sentido literal do termo, porque na sala onde está, os espelhos captam as imagens de tudo quanto está exposto. Mas também numa perspectiva simbólica. Há ali uma curiosa singularidade, desde logo pelo fator estranhamento provocado por uma peça construída com espelhos passíveis de serem encontrados em qualquer casa, portuguesa, espanhola, ou europeia.

Num momento anterior de apresentação da exposição, Juan Ignacio Vidarte, um dos responsáveis do Guggenheim Bilbao, sublinhava o facto de, entre os cinco artistas aos quais este ano o museu dedica grandes exposições, haver duas mulheres. Uma delas é Joana de Vasconcelos. Como acabou por sublinhar depois a própria artista, já está habituada a ser a primeira a aparecer em grandes instituições, como aconteceu na primeira bienal de Veneza comissária da por mulheres, ou em Versailles. É um facto que aponta como lamentável sinal dos tempos, uma vez que, pergunta, “o que aconteceu para que, aqui chegados, isto ainda seja possível”.

Daí a inevitabilidade de ser confrontado com a componente política e ideológica contida no seu trabalho, em particular a componente feminista. Joana tem um discurso muito claro. A sua posição, acentua, “tem apenas a ver com direitos humanos. Serei feminista até as mulheres terem os meus direitos que os homens”. Pouco antes, Petra Joos, comissária da exposição com Enrique Juncoso, havia já afirmado que Joana “é uma feminista feminina”.

Essa vertente ficou bem evidente durante o percurso expositivo, seu na passagem por peças já emblemáticas, como “A Noiva”, (2001-2005), um enorme candelabro constituído por milhares de pensos higiénicos, a “Burka” (2002), com a poderosa simbologia de ter um momento de ascensão, como se fosse a imagem da Virgem a subir, logo seguido de uma queda abrupta, na sequência da decapitação. Mas há também “I’ll be your mirror” (2017), ou “Solitário” (2018), um enorme anel de pedido de casamento, exposto no exterior, a remeter para uma ideia de luxo muito presente em várias obras, construído com jantes de automóveis de luxo, pintadas de dourado, e copos de champanhe.

A exposição arranca com algumas peças emblemáticas dos primeiros anos de Joana de Vasconcelos, como a “Cama Valium” (1998), uma capa toda revestida com carteiras de comprimidos “Valium”, a “Burka” e “Noiva”, nas quais a artista aborda questões relacionadas com a identidade feminina, seja no domínio do privado, seja na esfera pública. Aparecem, depois, outras obras marcantes e mais recentes, como “Marilyn” (2011) ou “Call Center” (2014-2016), um revólver constituído por dezenas de antigos telefones pretos.

Um dos grandes destaques desta mostra é, contudo, a “Valquíria”, intitulado “Egeria”, concebida propositadamente para o átrio do Museu. De proporções gigantescas, insere-se na série das valquírias concebidas por Joana Vasconcelos, mas aqui com elementos novos. Desde logo pelo modo como entra em diálogo com a arquitetura do interior do museu, como com ela se cruza, ou como nela se envolve. Depois, selo inusitado uso da cor e da luz, que faz com que seja diferente o objeto visto conforme a hora do dia ou da noite que se observe.

É, de resto, a primeira vez que Joana utiliza a luz e a cor desta maneira. Consegue-o de tal forma que parece dar vida à obra, no sentido em que lhe confere um certo ar orgânico, e uma espécie de respiração à qual não se fica indiferente. Cada braço tem a sua cor.

Trabalharam nesta obra 20 artesãos ao longo de mais de dois anos. Joana deslocou-se duas vezes ao museu para perceber o local onde seria instalado a e fazer os desenhos. Uma das vezes fez-se acompanhar da sua equipa de arquitetos. No total, trabalharam nesta Valquíria, que pesa mais de duas toneladas, mais de meia centena de pessoas.

Pela sua dimensão, será impossível apresentar esta peça em Serralves, disse Joana Vasconcelos ao Expresso. Será a única diferença da exposição agora patente no Guggenheim de Bilbao, onde permanecerá até 11 de novembro. Em sua substituição será apresentada uma outra Valquíria.

Fonte: http://expresso.sapo.pt/cultura/2018-06-28-Joana-Vasconcelos-faz-a-festa-no-Guggenheim-Bilbao#gs.2cJatGA

 

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